O clamor por socorro, a justiça divina e a confiança em Deus nos momentos de aflição
Texto-base: Salmo 70:1–5 Categoria: Salmos Explicados | Teologia Prática
Introdução
Existem momentos em que a dor é tão intensa, a necessidade tão urgente e as forças tão limitadas que as palavras parecem insuficientes para expressar aquilo que sentimos. Nessas ocasiões, a oração muitas vezes deixa de ser um discurso elaborado e se transforma em um clamor sincero por socorro.
O Salmo 70 apresenta exatamente essa realidade.
Com apenas cinco versículos, ele registra uma oração marcada pela urgência, pela oposição dos inimigos e pela dependência de Deus. O salmista não apresenta uma longa argumentação, nem procura esconder sua vulnerabilidade. Ele reconhece sua necessidade e se volta ao Senhor.
Entretanto, reduzir esse Salmo a uma simples oração por livramento seria deixar de perceber sua riqueza teológica.
O texto revela princípios importantes sobre a oração, a justiça divina, o sofrimento dos justos, a adoração e a confiança em Deus.
Um aspecto particularmente interessante é sua relação com o Salmo 40:13–17. Essa conexão demonstra como uma oração bíblica pode ser retomada, preservada e utilizada novamente em diferentes situações de necessidade.
Neste estudo, examinaremos o Salmo 70 versículo por versículo, considerando seu contexto literário, suas expressões hebraicas mais relevantes, os ensinamentos teológicos e suas aplicações para a vida cristã.
1. Contexto histórico e literário do Salmo 70
Quem escreveu o Salmo 70?
O título tradicional do Salmo o apresenta como uma composição associada a Davi, destinada ao responsável pela música e identificada por uma expressão relacionada à lembrança ou memorial.
Essa atribuição faz parte da tradição preservada no próprio Saltério.
Entretanto, o texto não identifica qual acontecimento específico da vida de Davi deu origem à oração.
Embora Davi tenha enfrentado perseguições durante o reinado de Saul e também em outros períodos de sua vida, não existem informações suficientes para afirmar que o Salmo 70 foi composto durante um desses episódios.
Por isso, a interpretação deve partir do próprio texto, evitando estabelecer uma circunstância histórica que ele não revela.
O que significa a expressão “para lembrança”?
No título hebraico aparece a expressão lehazkir, relacionada à ideia de fazer lembrar, trazer à memória ou apresentar um memorial.
A expressão também aparece no título do Salmo 38.
Estudiosos discutem seu significado preciso. Uma possibilidade é que tenha relação com o uso do Salmo na adoração e na oração comunitária. Outra interpretação associa a expressão ao ato de apresentar a necessidade diante de Deus.
É importante observar que isso não significa que Deus tenha esquecido seu servo e precise receber alguma informação nova.
Na linguagem bíblica, pedir que Deus se lembre pode expressar o desejo de que Ele intervenha em favor de alguém, manifestando sua fidelidade e seu cuidado.
Qual é o gênero literário?
O Salmo 70 pertence ao gênero das súplicas ou lamentações individuais.
Nesse tipo de composição, o salmista apresenta uma situação de sofrimento, reconhece seus adversários e invoca a intervenção divina.
Contudo, o Salmo também contém uma declaração de louvor, mostrando que a oração bíblica pode reunir sofrimento pessoal e exaltação a Deus.
Onde o Salmo 70 está localizado?
O livro dos Salmos possui cinco grandes divisões.
O Salmo 70 está no segundo livro do Saltério, que compreende os Salmos 42 a 72.
Sua localização permite observar que o clamor individual faz parte de uma coleção maior de orações, louvores e reflexões sobre a fidelidade de Deus.
2. Estrutura do Salmo 70
O Salmo apresenta uma organização breve, mas muito expressiva.
Versículo 1: O pedido urgente de socorro. O salmista reconhece que precisa da intervenção de Deus.
Versículos 2 e 3: A súplica diante dos adversários. Ele pede que os planos daqueles que desejam seu mal sejam frustrados.
Versículo 4: A alegria daqueles que buscam a Deus. A oração individual se amplia e contempla toda a comunidade dos fiéis.
Versículo 5: A confissão de necessidade e dependência. O Salmo termina reafirmando que Deus é o auxílio e o libertador do salmista.
Observe um detalhe importante: o Salmo começa e termina pedindo que Deus se apresse.
Essa repetição estabelece uma moldura literária que ressalta a urgência da oração.
3. Salmo 70:1 explicado: o clamor por socorro
O primeiro versículo apresenta dois pedidos relacionados: livramento e ajuda.
Não se trata de uma oração superficial, mas da expressão de alguém que reconhece estar diante de uma necessidade que não consegue resolver sozinho.
O que significa pedir que Deus se apresse?
A expressão hebraica chushah, utilizada na oração, transmite a ideia de agir rapidamente ou apressar-se.
O verbo comunica a intensidade da necessidade do salmista.
Isso não significa que Deus esteja atrasado ou tenha perdido o controle da situação. O texto revela a percepção humana de urgência diante de uma circunstância ameaçadora.
A oração bíblica permite que o ser humano apresente suas necessidades com sinceridade.
Em Salmo 13, por exemplo, encontramos perguntas que demonstram a angústia de alguém que aguarda uma resposta do Senhor.
A fé verdadeira não exige que o sofrimento seja escondido.
Por que o salmista pede livramento e ajuda?
Esses dois pedidos estão relacionados, mas ressaltam aspectos distintos.
O livramento aponta para a necessidade de ser retirado de uma condição ameaçadora.
A ajuda destaca a intervenção divina em favor daquele que não dispõe de recursos suficientes para enfrentar o problema sozinho.
Assim, o salmista não está apenas procurando uma solução. Ele está reconhecendo a fonte de seu socorro.
Aplicação espiritual
Existem situações em que precisamos de sabedoria para tomar decisões. Em outras, necessitamos de força para perseverar. Também existem circunstâncias em que reconhecemos nossa completa incapacidade de controlar os acontecimentos.
Em todos esses momentos, podemos apresentar nossas necessidades a Deus.
Entretanto, a urgência da nossa oração não significa que possamos determinar o momento ou a maneira pela qual Deus deverá responder.
A confiança cristã envolve pedir com sinceridade e permanecer submetido à sabedoria divina.
4. Salmo 70:2 explicado: a justiça de Deus diante dos inimigos
O segundo versículo apresenta um pedido para que sejam frustrados os adversários que procuram prejudicar o salmista.
A linguagem empregada é intensa.
Não estamos diante de uma simples divergência pessoal, mas da descrição de inimigos que desejam causar danos graves à vida do orante.
O significado da vergonha e da confusão
No contexto do Salmo, vergonha e confusão estão relacionadas à derrota dos planos perversos.
O salmista deseja que aqueles que se alegram com sua destruição não alcancem seus objetivos.
Esse tipo de oração integra a linguagem das chamadas súplicas imprecatórias, nas quais o autor pede a Deus que intervenha contra a injustiça.
É necessário interpretá-las dentro de seu contexto histórico e teológico.
O salmista não está reivindicando o direito de executar vingança pessoal. Ele está apresentando sua causa ao julgamento divino.
O que esse versículo ensina sobre justiça?
Primeiro, a Bíblia não ignora a existência da maldade.
Segundo, o sofrimento provocado pela injustiça pode ser apresentado a Deus.
Terceiro, a confiança na justiça divina não deve ser confundida com autorização para agir de maneira vingativa.
Romanos 12:19 ensina que o juízo pertence a Deus. O cristão é chamado a não exercer vingança pessoal.
Isso não impede que a pessoa busque proteção, denuncie abusos ou utilize meios legítimos de justiça.
Aplicação espiritual
Quando alguém sofre perseguição, calúnia ou injustiça, não precisa fingir que nada aconteceu.
Pode reconhecer a gravidade da situação, buscar as medidas adequadas e colocar sua causa diante de Deus.
A oração não deve alimentar o desejo de destruição pessoal, mas fortalecer a confiança na justiça divina.
5. Salmo 70:3 explicado: quando a maldade se transforma em zombaria
O terceiro versículo descreve pessoas que expressam satisfação diante do sofrimento do salmista.
A repetição da expressão de zombaria, frequentemente traduzida como “Ah! Ah!”, comunica desprezo e comemoração maliciosa.
Não se trata apenas da oposição contra o salmista. O versículo evidencia a crueldade de encontrar prazer no sofrimento alheio.
O problema espiritual da zombaria
A Bíblia frequentemente relaciona a perversidade do coração com atitudes de arrogância, desprezo e humilhação.
Provérbios 24:17 adverte contra a alegria diante da queda de um inimigo.
Isso revela um princípio moral importante: o sofrimento de outra pessoa não deve ser motivo de satisfação.
Mesmo quando há diferenças, conflitos ou oposição, a dignidade humana não pode ser desprezada.
Por que o salmista deseja que essas pessoas retrocedam?
Seu pedido está relacionado à interrupção da ação maliciosa.
Ele deseja que a injustiça não prospere e que os adversários sejam confrontados com a vergonha de sua própria conduta.
Não devemos transformar esse versículo em uma fórmula para declarar derrota sobre qualquer pessoa que discorde de nós.
O texto trata de hostilidade maliciosa e não autoriza identificar automaticamente todos os nossos críticos como inimigos de Deus.
Aplicação espiritual
Antes de utilizar esse versículo contra alguém, devemos examinar nossas próprias atitudes.
Temos demonstrado compaixão pelo sofrimento das pessoas?
Nossa maneira de tratar quem discorda de nós corresponde aos ensinamentos de Cristo?
A Palavra de Deus não deve servir para justificar amargura, mas para corrigir o coração e orientar nossa conduta.
6. Salmo 70:4 explicado: a alegria daqueles que buscam a Deus
Depois de apresentar sua necessidade e mencionar seus adversários, o salmista volta sua atenção para aqueles que buscam o Senhor.
Essa mudança é uma das características mais significativas do Salmo.
O sofrimento pessoal não elimina sua preocupação com a comunidade dos fiéis.
O que significa buscar a Deus?
Na linguagem bíblica, buscar a Deus envolve voltar-se para Ele em confiança, oração, adoração e obediência.
Não significa apenas procurar uma solução para determinado problema.
A busca genuína está relacionada ao reconhecimento de quem Deus é.
O Salmo apresenta aqueles que buscam ao Senhor como pessoas cuja alegria está ligada à presença e à salvação divina.
O significado de engrandecer a Deus
A expressão de louvor do versículo não indica que Deus possa aumentar em grandeza ou poder.
Deus já é infinitamente digno de adoração.
Engrandecer a Deus significa reconhecer, proclamar e celebrar sua grandeza.
Observe que o salmista ainda não declarou ter recebido a resposta definitiva à sua oração.
Mesmo assim, ele deseja que o nome de Deus seja exaltado.
Isso apresenta uma verdade espiritual profunda: a adoração não precisa esperar que todas as dificuldades terminem.
Aplicação espiritual
A vida cristã não pode ser construída exclusivamente em torno daquilo que desejamos receber.
Buscamos a Deus porque Ele é digno de nossa confiança, do nosso amor e da nossa adoração.
Mesmo durante os períodos de aflição, podemos reconhecer sua bondade, recordar sua fidelidade e perseverar na comunhão com Ele.
7. Salmo 70:5 explicado: Deus é o auxílio e o libertador
O último versículo apresenta uma das declarações mais importantes do Salmo.
O salmista reconhece sua condição de pobreza e necessidade, pede novamente a intervenção divina e declara que o Senhor é seu auxílio e libertador.
O que significa ser pobre e necessitado?
Na linguagem do texto, essas palavras descrevem vulnerabilidade, limitação e necessidade de socorro.
A expressão pode abranger dificuldades concretas e uma situação de desamparo.
É importante não reduzir automaticamente essa pobreza a uma condição exclusivamente espiritual.
O salmista se apresenta como alguém verdadeiramente necessitado.
Sua confissão demonstra que ele não encontra segurança suficiente em seus próprios recursos.
A importância de reconhecer nossas limitações
O reconhecimento da própria necessidade não é sinal de ausência de fé.
Pelo contrário, pode representar o abandono da autossuficiência e a decisão de depender de Deus.
A oração cristã não exige uma aparência constante de força.
O próprio apóstolo Paulo reconheceu suas fraquezas e aprendeu a compreender o poder de Cristo em meio a elas, conforme 2 Coríntios 12:9–10.
O significado de Deus ser auxílio e libertador
A declaração final revela dois aspectos da confiança do salmista.
Deus é seu auxílio, isto é, aquele a quem ele recorre em sua necessidade.
Deus é também seu libertador, aquele que possui poder para intervir em favor do necessitado.
É importante perceber que o Salmo termina sem narrar o livramento efetivamente ocorrido.
O leitor acompanha a oração, mas não recebe uma descrição do desfecho histórico.
Isso impede que transformemos o texto em uma garantia de resposta imediata para toda situação semelhante.
Aplicação espiritual
A fé não consiste em negar nossas limitações.
Consiste em reconhecer que elas não nos impedem de buscar ao Senhor.
Quando nossos recursos são insuficientes, podemos continuar orando, agindo com sabedoria e confiando que Deus permanece digno de nossa fé.
8. Qual é a relação entre o Salmo 70 e o Salmo 40?
Uma das particularidades mais interessantes do Salmo 70 é sua semelhança com os versículos finais do Salmo 40.
As duas passagens apresentam praticamente a mesma sequência de pedidos e declarações.
Entretanto, existem diferenças em algumas palavras, formas de expressão e designações divinas.
Por que uma oração aparece duas vezes no Saltério?
Não existe uma explicação histórica definitiva para essa repetição.
Uma interpretação considerada por estudiosos é que a oração tenha sido preservada também como uma composição independente, possivelmente para utilização na adoração e em momentos de súplica.
A existência dessas duas passagens mostra que o Saltério preserva textos relacionados em contextos literários diferentes.
No Salmo 40, a oração aparece depois de uma composição mais extensa, que reúne testemunho, louvor e súplica.
No Salmo 70, a petição é apresentada isoladamente e sua urgência recebe atenção especial.
Uma lição sobre a perseverança na oração
A repetição de uma oração bíblica não deve ser confundida com repetição mecânica ou supersticiosa.
Uma mesma verdade pode ser apresentada a Deus em diferentes momentos da vida.
Se em determinada ocasião encontramos consolo em uma passagem bíblica, isso não significa que ela tenha perdido sua relevância quando enfrentamos uma nova dificuldade.
Podemos retornar às Escrituras, recordar a fidelidade divina e renovar nossa confiança.
A experiência passada com Deus não elimina todas as dificuldades futuras, mas pode fortalecer nossa esperança para enfrentá-las.
9. Principais ensinamentos teológicos do Salmo 70
1. A oração pode expressar urgência
O salmista demonstra que a súplica sincera não precisa esconder a intensidade do sofrimento.
2. A justiça pertence a Deus
Diante da maldade, o texto apresenta a necessidade de recorrer ao Senhor, sem justificar a vingança pessoal.
3. A fraqueza humana não impede a comunhão com Deus
O reconhecimento da própria vulnerabilidade pode conduzir a uma dependência mais consciente do Senhor.
4. A adoração permanece possível durante a aflição
Mesmo apresentando necessidades urgentes, o salmista deseja que aqueles que buscam a Deus se alegrem nele.
5. A confiança não depende de conhecer o desfecho
O Salmo termina com uma declaração de dependência, mas sem informar quando o livramento chegou.
A oração permanece fundamentada no caráter de Deus.
10. Como aplicar o Salmo 70 à vida cristã?
O Salmo 70 oferece ensinamentos que podem orientar nossa vida de oração.
Ore com sinceridade. Apresente suas necessidades reais ao Senhor, sem imaginar que precisa esconder seus sentimentos.
Reconheça suas limitações. Existem dificuldades que exigem ajuda, orientação e dependência de Deus.
Não transforme a oração em vingança. Peça justiça e proteção, mas não utilize a Palavra para alimentar ódio contra outras pessoas.
Continue adorando. A grandeza de Deus não depende das circunstâncias favoráveis que estamos vivendo.
Busque auxílio responsável. A oração não substitui cuidados médicos, proteção diante de ameaças, aconselhamento adequado ou outras providências necessárias.
Persevere na fé. O fato de uma resposta não acontecer imediatamente não significa que Deus tenha perdido o controle da história.
11. Conexões do Salmo 70 com outras passagens bíblicas
Salmo 40:13–17: apresenta a correspondência literária mais direta com o Salmo 70.
Salmo 13: demonstra que a oração pode expressar angústia, questionamentos e espera.
Salmo 46:1: apresenta Deus como refúgio e socorro em meio às tribulações.
Romanos 12:19: ensina que a vingança pessoal não pertence ao cristão.
Hebreus 4:14–16: convida os cristãos a se aproximarem de Deus com confiança, por meio de Jesus Cristo.
1 Pedro 5:7: orienta os crentes a lançarem sobre Deus suas ansiedades, confiando em seu cuidado.
O Salmo 70 aponta para Jesus Cristo?
O Salmo 70 não deve ser apresentado como uma profecia messiânica direta sem fundamento textual.
Entretanto, sua mensagem encontra conexões legítimas com ensinamentos do Novo Testamento.
Jesus Cristo também experimentou sofrimento, oposição e angústia durante seu ministério terreno.
No Getsêmani, conforme Mateus 26:36–46, Ele apresentou sua aflição ao Pai, mantendo-se obediente à vontade divina.
Essa conexão permite compreender que a oração cristã envolve tanto a sinceridade diante do sofrimento quanto a submissão ao Pai.
Em Cristo, o cristão encontra acesso a Deus e esperança para enfrentar suas necessidades.
12. Cuidados com interpretações equivocadas
O Salmo 70 precisa ser interpretado com responsabilidade.
Primeiro: pedir que Deus se apresse não significa que podemos estabelecer prazos obrigatórios para sua resposta.
Segundo: as referências aos inimigos não autorizam desejar o mal a qualquer pessoa que nos contrarie.
Terceiro: a declaração de pobreza e necessidade não deve ser utilizada para ensinar que todo sofrimento material resulta de falta de fé.
Quarto: o texto não promete que toda dificuldade será resolvida imediatamente após sua leitura ou repetição.
Quinto: o Salmo não deve ser tratado como um amuleto espiritual ou uma fórmula automática de proteção.
Seu valor está na revelação bíblica sobre oração, justiça, dependência e confiança no Senhor.
13. Conclusão: a oração de quem reconhece que precisa de Deus
O Salmo 70 é uma das orações mais breves e intensas do Saltério.
Suas palavras apresentam um homem cercado por adversidades, consciente de sua vulnerabilidade e profundamente dependente do auxílio divino.
Ele não esconde sua aflição.
Não tenta demonstrar uma força que não possui.
Também não abandona a adoração em razão de suas dificuldades.
Ao contrário, apresenta seu sofrimento a Deus, pede justiça, deseja que os fiéis se alegrem no Senhor e termina declarando sua confiança no auxílio divino.
A grande mensagem do Salmo 70 não é que toda oração urgente receberá uma resposta imediata.
Sua mensagem é que, mesmo nas situações mais difíceis, podemos recorrer ao Senhor com sinceridade e confiança.
A fé bíblica não elimina automaticamente a aflição, mas nos ensina a buscar a Deus em meio a ela.
Quando nossas forças são insuficientes, ainda podemos orar. Quando não conhecemos a solução, ainda podemos confiar. E, mesmo antes de conhecermos o desfecho, Deus continua sendo digno de adoração.
14. Continue estudando os Salmos
Aprofunde sua compreensão das Escrituras com outros estudos da série Salmos Explicados:
- Salmo 23 Explicado: O Senhor como Pastor e o cuidado divino.
- Salmo 27 Explicado: Coragem, medo e confiança em Deus.
- Salmo 91 Explicado: O significado da proteção divina.
- Salmo 121 Explicado: De onde vem o nosso socorro.
Acesse a coleção Salmos Explicados no Enraizados na Palavra.
15. Referências para estudo
- Bíblia Sagrada, Salmo 70:1–5 e Salmo 40:13–17, consultados nas traduções Almeida Revista e Corrigida e Nova Almeida Atualizada, Sociedade Bíblica do Brasil.
- Bíblia Sagrada, demais referências citadas ao longo do estudo.
- Cambridge Bible for Schools and Colleges, comentário sobre o Salmo 70.
- BibleProject, Guia de Estudo do Livro dos Salmos.
Enraizados na Palavra | Estudos Bíblicos e Teologia Prática

Vagner Rocha é pastor, teólogo e professor de escola bíblica. Atua no ensino de teologia e estudos bíblicos, além de exercer o pastoreio e o cuidado espiritual de pessoas. Criador do projeto Enraizados Na Palavra, compartilha reflexões, devocionais e estudos que visam edificar vidas, fortalecer a fé e promover crescimento espiritual baseado na Palavra de Deus.




